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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Sentem-se

mié-fotografias

sirvam-se.




sem corantes nem conservantes. naturalmente água e terra. apanhados à mão...de semear.

Enquanto isso, nós por cá tiramos férias das batas brancas, das multi- terapias

e ________________________vamos ver o mar.


Até breve

quinta-feira, 15 de maio de 2008


Vou-me ausentar por um tempo, algum...o pc não vai de férias, fica a guardar o quintal.

entre o ir e vir, deixo um beijo grande enorme abraçado com muita ternura, a todos/as vocês, meus queridos amigos que me têm dado tanto.

Obrigada por serem quem são. Obrigada por tudo,

até um dia destes... no máximo lá para o final do mês que se segue.

Se houver um intervalo venho deixar-vos mais um beijo.

Fiquem bem.

segunda-feira, 12 de maio de 2008






é na terra que enterro as palavras


e____


espero que se soltem

em poemas


vivos




para alegrar os dias quando exaustos alheios vazios

sábado, 10 de maio de 2008


não...não semeio ventos,
semeio sementes
e_________________________

colho cravos dos poetas para Poetas






__________________Bom fim de semana!

terça-feira, 6 de maio de 2008


___________________________________________________________________

este blog não está parado este blog não está parado este blog não está parado este blog não está parado este blog não está parado este blog não está parado este blog não está parado este blog não está parado este blog não está parado este blog não está parado...

quarta-feira, 23 de abril de 2008

há palavras que faltam



as de.mais sobram-me



___________________________e

Continuo a pensar que a beleza da forma e da cor é a santidade das coisas.

Llansol, O Senhor de Herbais, p.48

[fotografias Excertos do Olhar]

quinta-feira, 17 de abril de 2008

tempos abruptos...

uma pedra é uma pedra. uma flor é uma flor e os pássaros voam porque têm asas.

hoje sou só o que fui e fecha-se-me a cortina da santidade das coisas

se há além ou aqui é mais, hoje não sei nem quero saber

não quero metafísica pre.sentir ou pensar

nem metáforas para falar do amor que foi ou da paixão que ardeu.

trago os ossos gastos em dor e as pernas são ferros.

não se morre da doença e a cura estraga.

______________________________________e também



nunca percebi porque razão a flor da laranjeira além de ser das abelhas é a flor das noivas virgens.


será porque as pétalas duram tão pouco tempo presas ao cálice?

brancas e bem cheirosas há tantas e mais bonitas... o jasmim as rosas... porque não?

________ ________

sexta-feira, 11 de abril de 2008


Commotions

talvez não haja mais palavras depois
destes últimos versos o rosto esquecido
contra o vidro a unha rasgando o nome
na poeira indica ao cansado navegante
o límpido plâncton da morte





Commotions II



Al Berto

quarta-feira, 9 de abril de 2008

das coisas simples



Para quem vive no quotidiano das cidades e dos bairros de betão, estará farto da chuva do vento e do cinzento destes dias, quase que um prolongamento do inverno. Lá se foram buscar os agasalhos, as botas e os impermeáveis, quando já se pensava que estavam arrumados até lá mais para o fim do ano...



Mas em tudo existe o reverso da medalha


____________________e


por aqui que ainda é campo, esta chuva é abençoada. A terra pedia água para começar a fazer germinar os primeiros rebentos do ano.

Realmente não se pode agradar a gregos e a troianos, nem a mãe natureza!

quarta-feira, 2 de abril de 2008


_________ exactamente às cinco da tarde



de Lorca trago- Te o jasmim

cuidado destas minhas mãos__________porque



disses-te:

"só uma pausa para seguir o vento
respirar respirar rente e dentro e fundo. na seiva nívea. e voar."


_______________Não sentes o cheiro?




Fotografias em [Excertos do Olhar]

sexta-feira, 21 de março de 2008


[vertigem


branca]
____________

Uma parte de mim é todo mundo
Outra parte é ninguém, fundo sem fundo
Uma parte de mim é multidão
Outra parte estranheza e solidão
Uma parte de mim pesa, pondera
Outra parte delira
Uma parte de mim almoça e janta
Outra parte se espanta
Uma parte de mim é permanente
Outra parte se sabe de repente
Uma parte de mim é só vertigem
Outra parte linguagem
Traduzir uma parte na outra parte
Que é uma questão de vida e morte
Será arte ?

Ferreira Gullar

________________________________________________________________
________________________

fotografias de MiE in [Excertos do Olhar]

segunda-feira, 10 de março de 2008


"Intervalo para Norte"

Deixo-vos flores


e

votos de uma boa Páscoa


para todos os meus amigos/as deste nosso mundo virtual. Sejam felizes.


_______________________________________________________



________________________e




Nem sempre o caçador é o que segura a arma na mão__ !!!


MiE in
"Pensamentos de trazer por casa"

terça-feira, 4 de março de 2008



Volto

depois de achar maravilhas em conchas e areias

como criança em des.cobertas vi.vidas,

A.mar o mar, silêncio dos segredos em silêncio____


Depois do tempo dar uma volta inteira ao sol,

redondo Fevereiro,

contado em mais um ano

nas rugas do reboco gasto da minha casa,

porta sempre aberta à Luz,

que entra, pousa em mim,


e diz:

"Eu sou a rosa de Saron, o lírio dos vales"

eu digo: Eu sei, sigo-te. Quero beber da tua água viva.



e_________________________



Fico na mão com uma carta dirigida ao piano, animal que acirra a minha inteligência, põe-na em cima do texto.
Mas só brota uma carta desarmada e muito simples. Do envelope aberto :

" a beleza da forma
e da cor
é a santidade
das árvores."

Não tinha selo.



M.G.Llansol, em Amigo e Amiga
Curso de Silêncio de 2004
.



Às centenas ficaram os suspiros, suspensos entre vastas nuvens de frio e imensos vazios.
Estava escuro, mas isso não era o importante.
À noite certas imagens que vemos parecem a preto e branco, lá pareciam-se preto, brancas e azuis.
_____Verdes.
Eu disse: está frio. Então fizemos amor.
As centenas tornaram-se as necessidades e o abraço durou exactamente o tempo das três luas extintas.
Depois despediram-se de sua montanha e fechou-se bem o portão atrás de si.
Às centenas entornaram os suspiros, o desejo, as insanidades, mornos, tão mornos... caindo sobre todas as árvores, pedras, flores, bicicletas, fotografias, e balões desaparecidos.
Cairam sobre nossos planos e sobre as músicas que ouvimos.
Hoje é o silêncio quem conta das lembranças e da ausência.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Desconcerto...

..



Descon.certo


eu disse: dos meus olhos nascem flores com cheiro a maresia

tu disseste: dos meus olhos nascem peixes do tempo onde as flores eram sereias

eu disse: o meu coração é bisexto ...

tu disseste: O meu é como o das flores.

eu disse: o que é que isso importa

tu disseste: não importa nada

eu disse: nada





.




Vou...depois volto!

Beijos abraçados aqui deixo.
.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008





Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...
Não sabia por caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.

Assim tem sido sempre a minha vida, e assim quero que possa ser sempre — Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.

Alberto Caeiro

*Fotografias de MiE
ontem

_______________________________________________e

SE o vento me levar



levo coração de paixão. alma de mar. asas de desejo. boca de amar .voos de sonhos.
cheiro de urze. abraço de granito

querer infinito

Depois não digo nada

AMO-TE SOMENTE ______________________________________

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Ecos de Granito


_______________________refaço o passo. passado.



De escudo e espada a História escrita a sangue. ALMA

Em cada pedra deixada identidade.






A voz do silêncio ali perdura. leve. en.leve
____________________________ ecos de granito.



Morreram todos os Heróis
________________________________________Quem nos salva?
.

domingo, 30 de dezembro de 2007

PAZ, AMOR, SAÚDE e muita LUZ para o ano de 2008.
É o que desejo.


Rossio, Viseu

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Se a palavra não existisse deixaria de ser nogueira?

As folhas que lhe restam, poucas, oxidadas, num último resquício de vida antes da queda.

Completa-se o ciclo para se reiniciar um novo, porque a vida é um círculo, e


[clicar na img para aumentar]
Excertos do Olhar

"O círculo é a forma eleita

É ovo, é zero.
É ciclo, é ciência.
Nele se inclui todo o mistério
E toda a sapiência.
É o que está feito,
Perfeito e determinado,
É o que principia
No que está acabado.
A viagem que o meu ser empreende
Começa em mim,
E fora de mim,
Ainda a mim se prende.
A senda mais perigosa.
Em nós se consumando,
Passando a existência
Mil círculos concêntricos
Desenhando.

Ana Hatherly"

As palavras sobram-lhe. Desconhece-as.
Basta-lhe a sabedoria que habita o silêncio da seiva sangue terra céu, para se fazer cumprir.


[clicar na img para aumentar]
"Cada árvore é um ser para ser em nós
Para ver uma árvore não basta vê-la
a árvore é uma lenta reverência
uma presença reminiscente
uma habitação perdida
e encontrada
À sombra de uma árvore
o tempo já não é o tempo
mas a magia de um instante que começa sem fim
a árvore apazigua-nos com a sua atmosfera de folhas
e de sombras interiores
nós habitamos a árvore com a nossa respiração
com a da árvore
com a árvore nós partilhamos o mundo com os deuses
António Ramos Rosa"

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Ando

=== Por Aqui, também!


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