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segunda-feira, 21 de julho de 2008


Domine “Miserere mei, Domine, quonian infirmus sum; sana me Domine, quoniam conturbata sunt ossa mea”.
(Rei Davi)


Sana me de formas turvas,
Domine.
Sana me da miséria tumular.
Sana me do ríctus da amargura.
Sana me do conturbado vendaval de Carrascozza.
Sana me de não fazer ablução com água de estrela.
Sana me de crótalos marinhos envenenados.
Sana me de cadáveres dragados nos pauis.
Sana me com os Santos Óleos e o azeite dos doentes.
Sana me de fétidas palavras.

Sana me.


Sana me com a força da doçura.
Sana me com a força da poesia.
Sana me com a força da música.
Sana me com a força das mulheres e das crianças.

Que língua, ossos e olhos sejam para sempre.






e
____________________________ *****.

domingo, 6 de abril de 2008

Tempo de Janela




ele disse:"o-mundo-inteiro-não-chega"








___________o mundo é mais do que pensamos

porque parar é morrer...
há vida Aqui


imagem de Alex
fotografia de Lilya Corneli

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

A New Star Is Born! - rita_redshoes

Devo dizer que Rita Redshoes é um óptimo nome, um nome sugestivo, um dos melhores e mais bem sonantes nomes artísticos que me lembro.
A ex-vocalista dos Atomic Bees e actual colaboradora do David Fonseca, está com um apuro vocal e um talento para a composição espantosos, que me fazem voar literalmente para as nuvens. O videoclip de Dream On Girl, canção que nos faz esperar grandiosas coisas do CD dela a solo, é de uma simplicidade e elegância incríveis. Digam lá se isto não soa tão bem:




Já agora espreitem o blog dela

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

O Rapaz do Feitiço

"(...) Rio-me – rio-me muito. Contudo, poucas vezes me tenho rido tanto quanto me rio com equívocos urbanos como este que nos oferece André Sardet, o rapaz do feitiço.

Canta ele: “Eu não sei o que me aconteceu/ Foi feitiço!/ O que é que me deu/ p’ra gostar tanto assim/ de alguém como tu?”

"(...) E eu rio-me."

"(...) E comovo-me com o facto de estas aceitarem tão bem o insulto, tão inteligentemente, tão carinhosamente.Enfim, vivemos a era telenovela portuguesa – e todas as eras merecem o seu trovador. "

"(...) E a questão não é que no estrangeiro não haja também André Sardets com abundância. As adolescentes inglesas desmaiam perante James Blunt. A questão é que Blunt não passa nas rádios honestas de Inglaterra, enquanto Sardet passou, de repente, a lírico maior de uma geração de licenciados.Falta-nos maturidade emocional. Só isso. Mas isso é muito."

O FEITIÇO DE ANDRÉ SARDET - Texto espectacular de Joel Neto, vale a pena lê-lo na íntegra.

ARQUIVO


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