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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008


[passadeira vermelha]

O baile de máscaras continuou com a dança das cadeiras.
O Senhor feudal na expectativa de granjear simpatias, tentou enganar com alguma caridade os seus vassalos. Deixou cair da mesa do banquete umas migalhas. Alegrem-se, ergam as mãos aos céus, é dia de dar graças, disse ele.

Ninguém viu a verdade. Mas todos sabem que está ali, escondida, por detrás da máscara.______________________________________________________

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O Tabaco Eu e a Lei

A lei da proibição de fumadores nos restaurantes, desde que não estejam equipados conforme manda a lei, bateu-me à porta.

Não vou aqui explanar as virtudes e des.virtudes da lei, primeiro porque já foi explanada em todo o lado, depois porque todos já vimos que a lei é praticamente inaplicável, defeituosa, fundamentalista e falha ainda pela falta de regulamentação.

A vida é feita de escolhas é uma verdade. Estamos constantemente a fazê-las. Umas ponderadas pensadas, outras por rotina ou hábito, mas sempre obedecendo aos nossos princípios éticos ou morais.

Pela primeira vez desde que a lei do tabaco entrou em vigor (eu sinceramente prefiro chamar-lhe lei contra o fumador porque onde é proibido fumar existe tabaco à venda), sou confrontada entre escolher jantar com um grupo de amigas num restaurante onde é proibido fumar, ou não me juntar à festa, pelas razões que já passo a explicar.

A ideia é boa. Jantar num restaurante típico de comida regional, óptimo.
É certo que a maioria das "amigas" me são desconhecidas, era uma boa oportunidade de as conhecer.

Mas...

Um jantar no mínimo demora umas duas horas entre o servir e o café, se não for mais tempo.
Como não me estou a ver de meia em meia hora mais coisa menos coisa, vir para a rua, deixar conversas a meio, cortar a "onda" ou ficar ansiosa que a conversa acabe para ir à rua fumar um cigarro e apanhar uma gripe, telefonei para o restaurante a informar-me se era permitido fumar. Negativo, ainda não estão preparados, portanto cumprem a lei.

Desisti da ideia do jantar. Stressar-me em vez de ter um tempo relaxante, de qualidade, com pessoas interessantes, nem pensar.

Telefono para uma das "amigas" que ainda não conheço pessoalmente mas gostava de conhecer :) a dizer-lhe: Olha ainda não é desta vez, porque... e expliquei-lhe.

Responde ela com uma enorme vontade de me convencer:
- mas a maioria das pessoas que vão ( cerca de 30) são fumadoras, eu também sou e muito, estamos a pensar sair da sala aos grupinhos e fumar cá fora, continuamos as conversas na rua. Deu-me vontade de rir. Seria preferível jantarmos na rua pensei eu.... desculpa "amiga" mas a mim dá-me para ironizar :)

Combinamos um café?

Como já disse, a intenção do jantar é óptima, e confraternizar é sempre bom, conhecer gente nova é sempre desafiante.
O tempo desta nova realidade para fumadores e não fumadores ainda é muito recente, daí compreender que não se tivessem lembrado desse pormenor. É com o fazendo que vamos aprendendo. Terei muitas mais oportunidades, espero.

Mas, resolvi não ir. E não pensem que é por mesquinhez, fundamentalismos ou coisa no género.
É para eu ter um tempo de qualidade com as pessoas. Não me estou a ver num jantar que se quer relaxado, animado e outras coisas mais, num veste e despe casaco, andarmos dentro e fora para fumar. Já agora trazia-mos as cadeiras também... lá estou eu a ironizar :).
Penso que me iria sentir uma verdadeira pecadora proscrita nicotina-dependente anti-social marginal e outras coisas mais e não ficaria em paz com a minha consciência. Em vez de estar em amena cavaqueira, lembra-me-ia a todo o instante que deveria deixar de fumar e não quero deixar de fumar, pelo menos por agora.

E ir a jantares como terapia para deixar de fumar, isso é que não...mais uma ironiazita :))


Nota:
Escrito pela manhã

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Retrato

Ai Portugal, Portugal!
Quem nada ou pouco tem nem a vida lhe é poupada.



Nota. A ambulância demorou 2 horas a chegar ao local.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Coisas ...

Para se fazer perdoar em certa ocasião pela namorada Ophelia,
escreveu assim Fernando Pessoa: eu sei que não tenho desculpa; mas
tenho desculpas.

Para nos justificar por que razão não convoca o
referendo sobre o Tratado de Lisboa, José Sócrates está numa posição
semelhante. Tem muitas razões. Mas não tem razão.
via

O mesmo serve para José Sócrates justificar a transferência da construção do novo aeroporto para Alcochete. Tem muitas desculpas, mas não tem desculpa.

Nem tudo está perdido.
Ficamos sem o Lisboa Dakar no deserto, mas vamos ter no deserto o aeroporto.

Espero é que o "nosso"(nosso, salvo seja) Sócrates não tenha deixado cair a Ota em cima de ninguém. Com a saúde no estado em que está, não nos podemos dar ao luxo de levarmos com uma qualquer Ota em cima e morrermos num qualquer corredor de uma qualquer urgência, só porque se enganaram na cor da pulseira...


E a Medalha de Ouro vai para_____________________________
A CIP. Portugal fica a dever-lhe um inestimável serviço público, prestado ao país e aos seus cidadãos
.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Guerra Junqueiro, "Pátria", 1896....

poderia bem ser "Pátria", 2008.



"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,
aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,
sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;

um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem,
nem onde está, nem para onde vai;
um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom,
e guarda ainda na noite da sua inconsciência
como que um lampejo misterioso da alma nacional,
reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.]

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula,
não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha,
sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima,
descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas,
capazes de toda a veniaga e toda a infâmia,
da mentira a falsificação, da violência ao roubo,
donde provem que na política portuguesa sucedam,
entre a indiferença geral, escândalos monstruosos,
absolutamente inverosímeis no Limoeiro.

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo;
este criado de quarto do moderador;
e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política,
torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,
incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido,
análogos nas palavras, idênticos nos actos,
iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero,
e não se malgando e fundindo, apesar disso,
pela razão que alguém deu no parlamento,
de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."

Um texto actual.íssimo, com cento e doze anos!!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

04/12/1980

Dos segredos bem escondidos




segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

O povo te Callou. E agora Huguito?


Venezuelanos dizem um surpreendente "não" à reforma constitucional proposta por Chávez.

Ao contrário do que se poderia pensar, os venezuelanos não se deixam embalar com os discursos arrebatados, inflamados e de tanta democracia de Hugo Chavez, travaram-no onde o deveriam travar.
Provaram que não são estúpidos e que não querem ditadores.
O que vai fazer Chavez agora? Veremos.

Milhares de venezuelanos saíram hoje às ruas do leste de Caracas para celebrar a vitória do "não" - por pouco mais de 50 por cento - no referendo de ontem sobre a reforma constitucional proposta pelo Presidente Hugo Chávez, que já admitiu a sua derrota.

sábado, 1 de dezembro de 2007

O saldo não lhe permite fazer chamadas, fonix



CTT lançam marca Phone-ix para serviço de telemóveis

O Phone-ix é um operador móvel virtual que utiliza a rede da TMN. O nome e logotipo é o que se vê acima. Parece-me lógico, visto ser o que a malta diz sempre que recebe a conta telefónica: Fonix!


MetroPolis! A era das cidades a metro, onde...




tudo deixou de ser de interesse público, para passar a ser do interesse do público.

A Cultura não escapou a esta regra.

Tudo se faz e vende, como uma qualquer mercadoria.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007


Meu país desgraçado!...
E no entanto há Sol a cada canto
e não há Mar tão lindo noutro lado.
Nem há Céu mais alegre do que o nosso,
nem pássaros, nem águas...

Meu país desgraçado!...
Por que fatal engano?
Que malévulos crimes
teus direitos de berço violaram?

Meu Povo
de cabeça pendida, mãos caídas,
de olhos sem fé
- busca, dentro de ti, fora de ti, aonde
a causa da miséria se te esconde.

E em nome dos direitos
que te deram a terra, o Sol, o Mar,
fere-a sem dó
com o lume do teu antigo olhar.

Alevanta-te, Povo!
Ah!, visses tu, nos olhos das mulheres,
a calada censura
que te reclama filhos mais robustos!

Povo anémico e triste,
meu Pedro Sem sem forças, sem haveres!
- oh a censura muda das mulheres!
Vai-te de novo ao Mar!
Reganha tuas barcas, tuas forças
e o direito de amar e fecundar
as que só por Amor te não desprezam!

Sebastião da Gama, Cabo da Boa Esperança, Ed. Ática, s.d

imagem roubada aqui

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Reunião internacional em Annapolis, nos EUA

Hoje, líderes sem futuro discutem o futuro de Israel e da Palestina, como diz o Daniel.
Na conferência estarão presentes 16 países árabes ao lado de Israel. Será desta vez?
Penso que não, é mais uma fotografia. Não é excluindo uma das partes do conflito que se encontram consensos, apesar do Hamas dizer não estar interessado em fazer a paz com Israel, segundo as declarações de Fawzi Barhoum.

"A nossa conferência fará passar a mensagem dos perigos de uma normalização com Israel. A causa palestiniana não deve servir de lançamento aos árabes e à comunidade internacional para normalizarem as relações com o inimigo israelita”, continuou o porta-voz do Hamas.

Fawzi Barhoum assegurou ainda que o Hamas reafirma o “direito dos palestinianos à resistência” contra Israel."

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

É a "sharia"



Talvez ela esteja a ser chicoteada no exacto minuto em que escrevo estas palavras. Uma jovem da Arábia Saudita, condenada a duzentas vergastadas e seis meses de prisão, depois de ter sido violada catorze vezes por sete homens.
O seu crime? Estar dentro de um automóvel acompanhada por um homem, nesse momento em que um grupo de sete violadores a atacou. Contestou a sentença e viu a sua punição ampliada. Duzentas chicotadas podem matar. Explicam-me que, como não é essa a condenação, a tortura será doseada - os verdugos sabem quantas chicotadas têm que dar de cada vez, para que a jovem sobreviva. Já sobreviveu a catorze violações de seguida. Tem dezanove anos.
(...)
É a "sharia", elas estão habituadas.
(...)
É a "sharia", repetimos, como se os seres humanos que vivem sob essa barbárie não fossem feitos da mesma carne e do mesmo sangue que os ocidentais. Pensamos que é lá longe, que não podemos fazer nada. Mesmo quando os maus tratos sucedem no nosso país, ao nosso lado, as pessoas sentem-se impotentes. Ou sentam-se na impotência. Não acabou a menina Esmeralda por ser condenada à "sharia" do Espermatozóide, em vigor nos tribunais portugueses à revelia da Declaração dos Direitos da Criança - uma "sharia" que determina a prevalência da biologia sobre os afectos da criança?
(...)

Inês Pedrosa. Vale a pena ler na íntegra aqui

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Apelo de José Mário Branco


Aos meus amigos e conhecidos

Faço parte de um pequeno colectivo que decidiu lançar, este ano, um jornal político popular chamado MUDAR DE VIDA.
Um jornal de esquerda, em ruptura com o sistema, com uma clara posição anticapitalista, anti-imperialista e que critica o que chamamos "a esquerda do sistema".

O jornal-papel sai todos os meses (16 pág. A4), e não está nas bancas, sendo a distribuição exclusivamente militante.
O jornal online é actualizado diariamente.

Este jornal precisa da vossa ajuda para se aguentar, a ajuda de todos quantos reconheçam a sua utilidade para o movimento social.

Apelo-vos a que tomem conhecimento do jornal (na net) e do seu estatuto editorial, e façam uma assinatura (15 euros, donativo mínimo) na secção "Assinaturas" do site acima indicado. Com 500 assinaturas o jornal fica seguro.

Não basta dizermos que "isto está mal". É preciso fazer alguma coisa para re-politizar as nossas vidas, no sentido nobre que a palavra política pode e deve ter.

Posso contar convosco?

Um abraço,
José Mário Branco

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Entristecem-me

Estes atropelamentos últimos, todos de seguida, que colhem pessoas que estão no local certo à hora certa, no Terreiro do Paço iam para o trabalho, em Tires a avó ia levar os netos à escola, por gente distraída em excesso de velocidade, que está no local errado à hora errada.

Entristece-me
Este acidente com dezenas de vítimas mortais, pessoas que só queriam viver o resto da vida felizes e com alguma qualidade, mais uma vez mortos por condutor distraído em excesso de velocidade.

Enquanto escrevo este post, ouço a notícia de mais dois acidentes com vítimas mortais um deles na nacional 123, em Santa Maria da Feira.

É triste...

domingo, 4 de novembro de 2007

A escola

E porque concordo com esta visão do que deveria ser a escola...

Não é possível educar crianças sem avaliação, recompensa e punição. Pensar que basta a motivação e o prazer é de um lirismo que me deixa perplexo. Ninguém que eu conheça que defenda isso na escola o pratica em casa com os seus filhos. A disciplina exige limites e os limites, na infância e na adolescência, impõem-se. Mas obsessão pela avaliação e pela respectiva punição tem tido como resultado que, nas escolas, ensina-se para avaliar, não se avalia para continuar a ensinar. A obsessão pelos exames que tanto motiva alguns sectores faz com que a memorização sem compreensão tome conta de quase todo o tempo da escola. Dar a matéria para o exame é o que interessa aos professores. Ter a média para ir para a faculdade é o que interessa aos alunos. Aprender e fazer bem tudo o resto é absolutamente secundário.
(...)
Ler Aqui -Dianiel Oliveira-Arrastão

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Orçamento 2008 e os "estudos"

===Para onde vai o nosso dinheiro!!!

Estado vai gastar mais de 190 milhões de euros só em estudos.

Se este ano o Estado gastou 116 milhões de euros em estudos, a previsão é que para o ano que vem este valor dispare para cima de 190 milhões, escreve o Correio da Manhã. A oposição exige agora explicações ao Governo sobre este aumento. Escreve ainda o diário que o Ministério da Justiça é o que mais vai gastar, seguido pelas tutelas do Ambiente e das Finanças. Nestes estudos, o Governo poderá recorrer aos serviços externos de empresas, universidades e escritórios de advogados. Cenário controverso, explica o jornal, porque o Estado tem organismos próprios com capacidade para realizar esses mesmos estudos.
SOL

Porque é que os boys querem servir a Pátria!

===Para onde vai o nosso dinheiro!!!



Presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência financia associação onde trabalhou

29.10.2007 - 08h53 Catarina Gomes

O actual presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), João Goulão, foi médico na associação particular de recuperação de toxicodependentes Ares do Pinhal, que é financiada pelo IDT. A associação é presidida por um assessor do conselho de administração do IDT e mantém há nove anos uma situação de quase monopólio na gestão dos equipamentos que dão apoio a toxicodependentes marginalizados em Lisboa, sem nunca ter havido concurso público.

O Plano Integrado de Prevenção das Toxicodependências para a Cidade de Lisboa prevê um total de sete estruturas para apoiar toxicodependentes sem suporte social e familiar. A Ares do Pinhal mantém aqui uma situação de quase exclusividade: só um dos equipamentos, o centro de abrigo do Beato, não é gerido pela instituição e recebe poucas verbas do IDT.

O predomínio da associação nas estruturas de apoio a consumidores problemáticos da capital começa no tempo da reconversão do bairro do Casal Ventoso. (...)

domingo, 28 de outubro de 2007

"O Tratado de Lisboa contado às crianças e ao povo"

Era uma vez...


Sob o titulo em epígrafe, bela crónica de Pedro Lomba no DN do dia 25.Outubro.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Racismo e Xenofobia.

É preocupante!

Cada vez mais o mundo caminha na direcção da intolerância pelo diferente. A defesa a todo o custo das políticas do "santo graal" da economia liberalista, do poder de quem detem dinheiro, estão a descapitalizar as sociedades dos seus valores morais e éticos mais elevados, valores essenciais para o Ser Humano. O processo da desumanização, está em marcha há já algum tempo, bastante. São tantas as distracções com que nos manipulam, que acabamos por andar adormecidos, esquecidos dos nossos verdadeiros valores. Liberdade, Igualdade, Fraternidade, Justiça, Solidariedade, Compaixão, valores que foram a base da construção da UE.
É tempo de despertar!



Agressão racista em comboio de Barcelona.
Rapariga equatoriana de 16 anos agredida em Barcelona.




Suiça. Quem ganhou as eleições...


sábado, 20 de outubro de 2007

Porreiro pá! (conseguimos meter o referendo na gaveta...)

O tratado está fechado. O resto, o que precisamos saber é " Porreiro pá! porreiro, porreiro..."

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