Myanmar ex-Birmânia: A repressão em todas as frentes!
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Jornais suspendem publicação
Um ano antes, Yangun havia conhecido importantes manifestações estudantis após a decisão do governo de reduzir em 80% o valor do dinheiro, sem compensação, para combater a inflação.
Durante um congresso extraordinário, o partido único assumiu o fracasso da actividade económica controlada pelo Estado nos 26 últimos anos e aceitou a renúncia de seu líder, o general Ne Win, ao qual sucedeu, em 26 de Julho de 1988, o general Sein Lwin.
Foram então organizados grandes movimentos de reivindicações populares em defesa do pluralismo político, das liberdades democráticas e dos direitos humanos. As manifestações foram duramente reprimidas pelo exército, com um saldo de 3.000 mortos.
Sob a direcção de Aung San Suu Kyi, apoiada pelo clero budista, a luta intensificou-se e centenas de milhares de pessoas protestaram em Yangun e Mandalay para pedir o fim do partido único e eleições livres.
Em 18 de Setembro de 1988, o general Saw Maung tomou o poder e instaurou a lei marcial.
Entretanto, depois de novas manifestações em Julho de 1989, o Conselho de Estado para o Restabelecimento da Lei e da Ordem (SLORC), criado pela junta militar, aceitou organizar eleições legislativas.
Em 27 de maio de 1990, 392 das 485 cadeiras (80%) foram conquistadas pela Liga Nacional para a Democracia (LND) de Suu Kyi, em prisão domiciliar desde 1989.
No entanto, os militares recusaram-se a reconhecer o resultado das eleições e a deixar o poder.
Aung San Suu Kyi ganhou o Prémio Nobel da Paz em 14 de Outubro de 1991.



