HORROR ! CRUELDADE! DESUMANIZAÇÃO!

Du’a Khalil Aswad mulher curda do norte do Iraque,
foi morta à pedrada por se ter convertido ao Islão
e querer casar-se com um muçulmano.
Só tinha 17 anos.
Mas que incompreensíveis e cruéis cultura e crenças são aquelas?
Os que supostamente a deveriam amar e proteger, os pais, irmãos, vizinhos e amigos, foram os que cruelmente a mataram, em nome de convicções, de costumes, que remontam à idade da irracionalidade, à idade da pedra, incompreensíveis nestes tempos do século XXI.
O que lhes ia na alma quando decidiram "puni-la" apedrejando-a até à morte, só porque se apaixonou por um homem de uma religião diferente?
Que deuses são aqueles que inventaram?
Que maldição aquela de nascer mulher naquelas comunidades!
A notícia foi dada quase que em segredo, como se fosse um acontecimento normal, e enfatizando apenas o facto da lapidação ter sido filmada por telemóveis, sendo as imagens com muito má qualidade. Fiquei com a sensação que para os mídia "essa má qualidade das imagens, retirou toda a importância da notícia da morte por lapidação, da Du’a Khalil Aswad, curda do Norte do Iraque, de 17 anos ,apedrejada até à morte por familiares, amigos e vizinhos, em defesa da honra, em nome de hábitos e costumes da comunidade, só porque se apaixonou por um muçulmano de uma religião e etnia diferentes.
E os direitos Humanos?
Havia que correr sem tempo a perder, para que as atenções não fossem desviadas do alucinante e oportunista espectáculo mediático com que sofregamente a comunicação social há 15 dias nos tem bombardeado e manipulado os sentidos dia e noite sobre o trágico desaparecimento da menina inglesa.
O caso também me chocou, e continuo a estar solidária com o sofrimento dos familiares, principalmente dos pais, mas tudo tem de ter um limite, já basta de continuamente se alimentar a angustia depressiva do país.
Deixamos de ter somente futebol, fado e fátima, agora para termos também, futebol fado fátima e madeleine. Basta!!
E os direitos Humanos?
Havia que correr sem tempo a perder, para que as atenções não fossem desviadas do alucinante e oportunista espectáculo mediático com que sofregamente a comunicação social há 15 dias nos tem bombardeado e manipulado os sentidos dia e noite sobre o trágico desaparecimento da menina inglesa.
O caso também me chocou, e continuo a estar solidária com o sofrimento dos familiares, principalmente dos pais, mas tudo tem de ter um limite, já basta de continuamente se alimentar a angustia depressiva do país.
Deixamos de ter somente futebol, fado e fátima, agora para termos também, futebol fado fátima e madeleine. Basta!!
A morte por lapidação, para além da sua intolerável e incompreensível crueldade, é uma persistência paleolítica que nos devolve ainda mais atrás, à mais absoluta negação da nossa humanidade.
Foto retirada Daqui
