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quinta-feira, 28 de junho de 2007

Que sejam intoleráveis

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Eles não têm preconceitos. Eles gostam de homossexuais e até escolhem o tipo de homossexuais de que gostam. Os que não fazem disso grande coisa apesar de quase toda a gente fazer da sua heterossexualidade a coisa toda da sua vida.

Eles acham que os homossexuais são hoje livres e iguais. Felizmente, claro. Mas casar é que não que isso é coisa que exige família. E a família é o que sempre foi. E os homossexuais são iguais menos naquilo que sempre foi assim e não poderá deixar de ser. E eles sabem que os homossexuais, coitados, nem querem nada disto. Querem é estar no seu cantinho. O problema são os radicais que os andam a atormentar.

Eles querem os homossexuais fora do gueto. Mas depois recordam aos homossexuais que estar fora do gueto não inclui ter familia e casar. Para eles, estar fora do gueto é parecerem-se com os outros. Não é terem os mesmos direitos que os outros.

Eles têm amigos homossexuais. Gente séria e pacata que faz o que tem a fazer entre quatro paredes. Eles não gostam é de bichas. Não gostam de paneleiros. De rotos. Dos que pegam de empurrão. De rabetas. De panilas. De veados. De larilas. De rabos. De picolhos. De panascas. De florzinhas. De fufas. De sapatonas. Não. Eles não têm preconceitos. Mas eles só gostam mesmo de homossexuais. Dos que não dão nas vistas. Que não exibem, como a generalidade dos heterossexuais fazem, com orgulho, a sua sexualidade. Que não se gabam do seus feitos. Que não se abanam, que não se tocam, que não se despem, que não se beijam. Apesar do sexo estar nos anúncios, nas conversas, nos filmes, na rua, em todo o lado, eles gostam de homossexuais que o sejam, sim, com toda a liberdade, claro, mas apenas na intimidade. Eles querem homossexuais “normais”. Eles dizem como se devem vestir para não serem folclóricos. Onde se devem beijar para serem aceitáveis. Eles gostam da liberdade, mas longe da vista.

Não percebem que quando os gays vêm à rua como vieram no sábado, vêm mostrar tudo o que eles não gostam. Só para dizer uma coisa: não é para que gostem. É mesmo para que se incomodem se os incomodar. Porque apesar de ouvirem a vida toda os insultos com que os brindei neste texto, eles gostam de ser o que são. Não querem ser toleráveis para terem direitos. Querem os mesmos direitos que todos os que os acham intoleráveis têm. Não querem simpatia. Não querem que os heterossexuais os achem esteticamente suportáveis para lhes concederem finalmente a cidadania plena. Querem apenas, sem ter de pedir licença. E fazem muito bem. Exigirem menos do que isso seria vergonha. Falta de orgulho.

Daniel Oliveira
Post retirado dAQUI

segunda-feira, 25 de junho de 2007

A Grunhice mais genuína e iletrada

A propósito de um cartaz sobre "17 de Maio Dia Mundial da Luta contra a Homofobia"

"...a expansão da homossexualidade, e em particular da sodomia, um comportamento e um vício claramente nefasto para a sociedade como foi sempre reconhecido ao longo dos séculos. Para já não falar na fronteira por vezes muito ténue entre homossexualidade, prostituição, pornografia, pedofilia."ler mais aqui

Os erros ortográficos do original deste excerto foram rectificados.

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