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domingo, 23 de setembro de 2007

Prisões: Programa de troca de seringas começa segunda-feira

O programa experimental de troca de seringas para reclusos nas prisões nacionais vai começar segunda-feira nos estabelecimentos de Lisboa e Paços de Ferreira, como estava previsto, disse fonte oficial.

A medida tem como objectivo diminuir a contaminação de doenças infecto-contagiosas, como hepatites ou Sida, entre os presos que consomem drogas e partilhavam seringas entre si.

O Programa Específico de Troca de Seringas (PETS) não afasta o objectivo de recuperar os presos toxicodependentes, levando-os a deixar de consumir drogas, refere a lei que prevê o programa experimental e foi promulgada pelo Presidente da República em 06 de Janeiro de 2007.

As duas cadeias foram escolhidas para iniciar a experiência por terem uma elevada percentagem de toxicodependentes e uma elevada incidência de doenças infecto-contagiosas entre a sua população prisional.

Antes de começarem o programa, os reclusos que pretendam candidatar-se serão sujeitos a uma avaliação pelos serviços clínicos prisionais, onde serão aconselhados sobre as alternativas de que dispõem, incluindo o apoio ao abandono do consumo de droga.

Aos admitidos no PETS será distribuído um estojo com duas seringas, dois toalhetes desinfectantes com álcool, um preservativo, uma ampola de água destilada, um filtro, dois recipientes e ácido cítrico.

A confidencialidade dos aderentes é um das características do programa, tanto mais que a sua realização constitui uma ilegalidade, já que a posse, o tráfico e o consumo de droga continuam a violar a lei.

Se esta lei peca é por ser tardia... mas mais vale tarde do que nunca!!
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sexta-feira, 21 de setembro de 2007

HIV/SIDA e a indiferença de quem tudo tem!



A nova arma de destruição em massa

"Actualmente cerca de 25 milhões de africanos vivem com o vírus HIV/Sida. O aumento projectado pela ONU no pior dos três cenários apresentados no relatório corresponde a 10% da população do continente africano.

Segundo a ONU, respostas pró-activas dos governos dos países afectados e de doadores internacionais podem evitar que 16 milhões de pessoas morram da doença e que outras 40 milhões a contraiam nas próximas duas décadas.

(...) diz a ONU, se a política actual para a África não for mudada, a doença pode tomar conta do continente."

Embora África tem apenas 12% da população mundial, é no continente que ocorrem 43% das mortes de crianças, 50% das mortes maternas durante a gravidez e o parto, e onde vive 70% da população com HIV/SIDA e 90% das crianças órfãs da Sida.

Só na África do Sul - mais de 6,2 milhões de sul-africanos estão infectados com o vírus HIV, de acordo com pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde da África do Sul.
O número refere-se ao ano de 2004 e foi conseguido com base em estudo feito com mulheres em maternidades.

Porque razão os preservativos que são enviados para a África do Sul não são tão resistentes como os que se distribuem, mesmo gratuitamente, cá ou noutro qualquer país dito desenvolvido?
"Vinte milhões de preservativos foram postos em quarentena, por terem problemas devido à sua fraca resistência, colocando em risco a vida de milhares de pessoas num país já de si flagelado pela doença."

Na Papúa - Nova Guiné famílias com doentes de sida em fase terminal, enterram-nos vivos devido aos custos e esperança nula na recuperação destes doentes e porque estes já não podem olhar por si. Neste país ainda há gente que não sabe como é que a doença se transmite ou se previne, porque remoto e pouco lucrativo, não cai nos olhos da cultura ocidental.


Fotografia roubada daqui
Sorriso desta mãe ao saber que o filho não estava infectado com HIV, num rastreio feito pelos "Médicos do Mundo" em Moçambique.

ATÉ QUANDO VAMOS ASSISTIR EM SILÊNCIO A ESTE GENOCÍDIO?

ATÉ QUANDO OS PAÍSES DESENVOLVIDOS VÃO CONTINUAR A OLHAR PARA O LADO, INDIFERENTES AO SOFRIMENTO E MORTE DE TANTOS MILHÕES DE SERES HUMANOS?

ATÉ QUANDO?

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Conferência Debate Relutância dos Cabo-Verdianos em Usar Preservativo


Driblar o HIV entre o batuque e a cachupada
Convencer a comunidade cabo-verdiana em Portugal a usar preservativo como prevenção da sida é o grande desafio lançado durante a conferência VIH/Sida em Portugal, realizada em Lisboa.

Fazer a informação chegar a quem precisa foi o principal desafio colocado durante a conferência VIH/ Sida em Portugal: Problema das Comunidades Migrantes, realizada em Lisboa na semana passada. A conferência foi organizada pela Liga Portuguesa de Luta contra a Sida (LPCS) e o Fundo de Apoio Social de Cabo-Verdianos em Portugal (FASCP).



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A Associação Cidadãos do Mundo garante que o
principal erro na prevenção e tratamento do HIV
é não adequar a mensagem à comunidade-alvo

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